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Chiquitunga, a mais nova beata carmelita descalça

BBC News Mundo. Desta vez não foi o futebol que lotou a arquibancada, mas Maria Felícia de Jesus Sacramentado, a monja carmelita que se tornou no último final de semana a primeira beata do Paraguai.

A beatificação de Chiquitunga, como popularmente é conhecida esta monja no país, enchou o estádio General Pablo Rojas, onde joga o Cerro Porteño.

Também estiveram o presidente em final de mandato, Horacio Cortés, e o eleito, Mario Abdo Benítez.

Para oficiar a celebração, o papa Francisco enviou o cardeal italiano Angelo Amato.

Além disso, 60 monjas carmelitas descalças também assistiram para louvar quem "desde os 14 anos se dedicou intensamente à oração e ao apostolado na Ação Católica do Paraguai" e catequizou "crianças, jovens, trabalhadores, universitários com problemas, pobres, enfermos e idosos".

A monja, que morreu em 1959 vítima de hepatite, é considerada pela Santa Sé como uma "serva de Deus na qual sempre existiu um imenso desejo de ser uma grande missionária".

Seu cérebro, como relíquia, foi exibido dentro de uma urna de cristal durante a cerimônia.

Uma monja milagrosa

Além de lhe ser atribuída, por exemplo, a cura de pacientes com câncer terminal que se encomendaram em oração a esta monja, Chiquitunga passou para a cultura popular paraguaia como a salvadora de um menino gravemente enfermo.

Em 2012, a Igreja católica do país sul-americano anunciou o "milagro": um menino da localidade de San Pedro que esteve sem sinais vitais por 20 minutos voltou à vida depois que a obstetra do caso dirigiu suas orações a Chiquitunga.

É conhecido como o Menino Milagre e hoje tem 15 anos. Seu nome é Ángel Ramón Duarte, e também assistiu à beatificação no sábado.

Sem deixar de atribuir o milagre à monja, a doutora explicou recentemente os procedimentos de reanimação que foram feitos no menino na hora.